" "A calma e a resignação oriundas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro, dão ao espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio. Com efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se deve a comoção produzida pelas vicissitudes que o homem não tem a coragem de suportar". Ora, se encarando as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo faz com que ele as considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os reverses e as decepções que o houvera desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que essa força, que o coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a razão, os quais, se não for a isso, a conturbariam. "
(Evangelho Segundo o Espiritismos, Capítulo V, item 14)
A Associação Espírita Obreiros do Bem iniciou suas atividades em 15 de março de 1933, com a união de alguns espíritas interessados em estudar a moral cristã à luz da Doutrina Espírita e praticar a caridade incondicional e desinteressadamente. Tudo começou à Rua Barão de São Francisco, na residência do casal Antônio José da Silva Ferraz e Joaquina Allão da Silva Ferraz com um grupo de amigos médicos e espíritas. Eles atendiam crianças enfermas em seu próprio lar. No ano de 1935 foi fundado o Ambulatório Allan Kardec, com o objetivo de dar continuidade aos atendimentos médicos. Por sugestão de Leopoldo Machado, o Sr. Agostinho Pereira de Souza procurou a direção da Associação Espírita Obreiros do Bem que, na oportunidade, pretendia construir um Hospital para Doentes Mentais. Interessou-se pela obra, pois, em virtude da enfermidade mental passageira de sua esposa, pôde ele mesmo comprovar quão desumano era o tratamento das doenças mentais naquela época. Doou o terreno na Rua Santa Alexandrina e, sob sua presidência e com esforço e tenacidade, coadjuvado por um grupo de outros dinâmicos companheiros, entre eles Leopoldo Machado e Lins de Vasconcelos, a Associação Espírita Obreiros do bem deu início à construção do Hospital Espírita Pedro de Alcântara.